Ginecologista que atua no tratamento da menopausa reforça a importância de individualizar a terapia hormonal, avaliando benefícios e riscos para cada mulher
A relação das mulheres com seus próprios hormônios pode trazer desafios durante todo o seu ciclo de vida, mas com a chegada da menopausa, e muitas vezes já na perimenopausa, essa questão fica ainda mais evidente. A menopausa é uma etapa natural da vida feminina, mas seus efeitos podem interferir significativamente na rotina.
Sintomas como as conhecidas ondas de calor, alterações do sono, suores noturnos e secura vaginal são relatados com bastante frequência, impactando diretamente a qualidade de vida da mulher. Mas existem maneiras eficientes de transformar essa etapa da vida em algo mais tranquilo, como os implantes hormonais.
“Esses implantes têm as mesmas indicações dos hormônios transdérmicos ou orais, e também as mesmas contraindicações. Sua vantagem é que, por não depender da aplicação diária na pele, é possível usar uma dose menor com um resultado muito satisfatório. Por exemplo, quando você usa um gel, a concentração no sangue sobe e desce todos os dias. No implante, ela se mantém regular, sem quedas bruscas”, explica o Dr. Adhemar Leandro Ferreira, que tem título de especialista em Ginecologia e Obstetrícia e dedica parte de sua atuação ao tratamento da menopausa, reposição hormonal, prevenção e cuidados voltados ao envelhecimento.
“No implante de reposição hormonal você repõe o que a paciente deixou de produzir. E, além de usar uma dose menor, existe a praticidade de não ter que se preocupar em ingerir ou aplicar o hormônio todos os dias. Ele é inserido a cada seis meses e é absorvido pelo corpo, sem a necessidade de remoção”, completa o especialista.
Reposição hormonal não deve seguir uma fórmula única. Cada mulher chega ao consultório com uma história, sintomas e necessidades diferentes. O mais importante é fazer uma avaliação completa, definir a estratégia adequada e acompanhar a evolução ao longo do tratamento
Dr. Adhemar
Reposição hormonal
A terapia hormonal é considerada o tratamento mais eficaz para os sintomas da menopausa, como ondas de calor, sintomas geniturinários, a perda de massa óssea e a névoa mental. Mas é preciso avaliar cada caso.
Mais do que repor hormônios, o acompanhamento da mulher envolve observar como o organismo responde ao tratamento e reavaliar periodicamente os sintomas e as condições de saúde. A terapia pode ser ajustada ao longo do tempo de acordo com a evolução clínica.
“A longevidade feminina passa também pela possibilidade de atravessar as diferentes fases da vida com informação e acompanhamento”, conclui o Dr. Adhemar.
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