Médica une Nutrologia e Saúde Mental para tratar a obesidade a partir das causas biológicas, hormonais e emocionais, promovendo uma transformação que vai além do emagrecimento
Durante décadas, o excesso de peso foi tratado quase exclusivamente como consequência de maus hábitos alimentares ou da falta de disciplina. Hoje, porém, os avanços da medicina mostram que a obesidade é uma doença crônica e multifatorial, resultado da interação entre fatores genéticos, hormonais, metabólicos, emocionais e ambientais. É justamente essa visão ampla que orienta o trabalho da Dra. Mariana Magosso Garcia, médica que atua nas áreas de Nutrologia e Saúde Mental.
Em seu consultório, o objetivo não é apenas reduzir números na balança, mas compreender toda a história que existe por trás de cada paciente. Ansiedade, estresse, privação de sono, alterações hormonais, experiências de vida e transtornos relacionados ao comportamento alimentar podem influenciar diretamente a relação com a comida e dificultar o emagrecimento, mesmo quando há esforço para manter hábitos saudáveis.
A medicina já demonstrou que o cérebro toma muitas decisões antes mesmo da primeira refeição do dia. Emoções, memórias e níveis de estresse modulam a produção de hormônios e neurotransmissores como cortisol, dopamina e serotonina, tornando alimentos ricos em açúcar e gordura uma resposta biológica de conforto diante de momentos difíceis.
Existe ainda uma diferença importante entre a fome fisiológica e a fome emocional. Enquanto a primeira atende às necessidades energéticas do organismo, a segunda costuma surgir de forma repentina, impulsionada por sentimentos como tristeza, ansiedade, solidão ou exaustão. Nesses momentos, a comida deixa de cumprir apenas uma função nutricional e passa a representar acolhimento, criando um ciclo de alívio temporário seguido por culpa e frustração.
Um dos pilares desse cuidado também está na qualidade do sono. Dormir pouco altera hormônios ligados à saciedade e à fome, reduz o controle dos impulsos e favorece escolhas alimentares mais calóricas. Além disso, alterações como resistência à insulina, inflamação crônica, deficiência de vitaminas, distúrbios hormonais e determinados medicamentos também podem dificultar a perda de peso.
Um tratamento que olha para a pessoa
Na prática clínica, a Dra. Mariana desenvolve uma abordagem integrativa, baseada em investigação clínica detalhada, avaliação metabólica e hormonal, orientação nutricional individualizada, incentivo à atividade física, melhora da qualidade do sono, cuidado com a saúde mental e, quando indicado, utilização de tratamentos medicamentosos respaldados por evidências científicas.
A proposta é compreender a origem do problema, em vez de responsabilizar o paciente pelo insucesso de tentativas anteriores de emagrecimento. Ao reconhecer que cada pessoa possui uma história única, o tratamento torna-se mais preciso, acolhedor e efetivo.
Para a Dra. Mariana, emagrecer é consequência de um cuidado integral. O foco está em restabelecer o equilíbrio entre corpo e mente, tratando cada paciente de forma individualizada. Afinal, saúde não se resume à aparência física, mas à recuperação da qualidade de vida, da autonomia e do bem-estar por meio de uma medicina que enxerga o ser humano em sua totalidade.
O excesso de peso não define uma pessoa. Ele pode ser a manifestação de processos biológicos e emocionais que precisam ser compreendidos antes de serem julgados. Quando tratamos a origem do problema, transformamos muito mais do que um corpo: devolvemos saúde, autoestima e qualidade de vida
Dra. Mariana Magosso Garcia
DRA MARIANA MAGOSSO
PERLLÉ CLINIC
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