Em uma medicina cada vez mais desafiada a conciliar ciência, sensibilidade e respeito, o ginecologista e obstetra Dr. Paulo Fasanelli se destaca como uma das maiores referências em parto humanizado no interior paulista. Herdeiro de uma tradicional família da medicina rio-pretense, ele construiu uma trajetória sólida, marcada por ampla formação técnica e, sobretudo, por um olhar profundamente humano sobre o nascimento. Fundador da Cemi Rosas do Parto, Fasanelli tornou-se símbolo de uma obstetrícia que valoriza o protagonismo feminino, combate a violência obstétrica e devolve à mulher o direito de viver o parto com liberdade, segurança e emoção. Nesta entrevista, ele compartilha sua visão, sua experiência e os caminhos para transformar a forma de nascer.
Em que momento de sua trajetória como obstetra, entendeu que o parto precisava ser tratado de forma mais humanizada?
Iniciei meu trabalho com humanização do nascimento logo depois da formação e especializações, quando passei a ser muito procurado para fazer partos normais. Escolhi ser ginecologista e obstetra para quebrar o paradigma de que a cesárea resolve tudo.
O parto humanizado ainda é cercado de muitos mitos. Na prática, o que ele realmente significa para a mulher e para o bebê?
Representa um olhar mais humano, menos intervencionista e voltando o nascimento para o empoderamento feminino. O parto humanizado combate a violência obstétrica e preconiza o respeito à mulher e a seu bebê.
Você se tornou uma referência regional em parto humanizado. Por que acredita que tantas mulheres passaram a buscar esse modelo de cuidado?
Com respeito, a vida pode começar muito melhor. O parto humanizado é um novo caminho que prevê acolhimento, amor ao próximo e trabalho em equipe.
A Cemi Rosas do Parto nasceu com uma proposta diferente. Qual foi o principal objetivo ao fundar a clínica?
A clínica foi criada para proporcionar à gestante que o seu sonho de maternidade seja uma experiência mais bonita, emocionante e o mais leve possível.
A clínica reúne uma equipe multidisciplinar e práticas integrativas. Como essas abordagens contribuem para um parto mais saudável?
A clínica funciona como um ponto de encontro de médicos e pacientes, que enxergam a saúde feminina e os nascimentos como eventos que transformam e emocionam. Cada abordagem é feita de modo que a paciente se sinta segura, acolhida e preparada para os desafios da maternidade.
O trabalho na Cemi Rosas do Parto vai até o pós-parto. De que forma?
Nossa equipe multidisciplinar caminha ao lado das pacientes, desde o planejamento inicial ao acompanhamento da gestação. Cada mulher tem seus sonhos, sua história e o acolhimento é sempre feito para que essa individualidade seja sempre respeitada e preservada.
“A Cemi Rosas do Parto foi criada para proporcionar à gestante que o seu sonho de maternidade seja uma experiência mais bonita, emocionante e mais leve possível.”
Mesmo defendendo um olhar menos intervencionista, a clínica também realiza cirurgias e procedimentos minimamente invasivos. Como equilibrar tecnologia e humanização na medicina moderna?
O equilíbrio sempre passa pela empatia, pelo enxergar na outra pessoa dores e expectativas que também poderiam ser nossas, de familiares e amigos. Os avanços tecnológicos têm um grande potencial transformador para a Medicina, mas os profissionais precisam sair da zona de conforto para que seja construído um sistema de saúde mais acolhedor, mais respeitoso, adaptável e mais empático.
Nas redes sociais, você tem um papel ativo na educação em saúde. Qual a importância de usar esse espaço para informar e empoderar mulheres sobre seus direitos no parto?
As redes sociais são canais importantes de diálogo, em que divulgo informações que ajudam muitas mulheres a manterem ou reconquistarem a saúde. Pelas redes consigo não apenas informar, mas também empoderar essas mulheres para que saibam quais os seus direitos no parto.
Como pai, de que forma a experiência da paternidade influencia sua maneira de enxergar o nascimento e o cuidado com mães e bebês?
O nascimento de um bebê é um momento mágico e que sempre me deixou muito extasiado. A experiência da paternidade me conectou ainda mais ao parto humanizado. Como pai, sei da real importância da chegada de um bebê. É transformador, único e que faz do amor não apenas mais uma palavra, mas o verdadeiro sentido da vida.
Conte um momento marcante em sua caminhada como grande voz do parto humanizado na região.
Não há um parto humanizado igual ao outro. As práticas são normatizadas, mas cada mãe com seu bebê tem a sua própria história que merece ser acolhida e respeitada. As mulheres têm medos, desejos e angústias e é preciso olhar para elas, cuidar delas. Eu me emociono todos os dias, porque cada vida que chega realmente importa.
DR. PAULO FASANELLI
Médico Ginecologista e Obstetra
CRM: 125658- RQE:41490
@paulo_fasanelli
ROSAS DO PARTO
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